N. 19 – Belém/PA - Novembro/Dezembro - 2014

Redor seleciona trabalhos de alunos bolsistas do GEPEM

Quatro estudantes da Faculdade de Ciências Sociais da Universidade Federal do Pará,  tiveram seus trabalhos aprovados para apresentação no  17º Encontro Nacional da Rede Feminista Norte e Nordeste de Estudos e Pesquisa sobre a Mulher e Relações de Gênero (REDOR) que será realizado na Universidade Federal da Paraíba no período de 14 a 17 de novembro.

Os estudantes Nilson Almeida de Souza Filho, Manoela Rodrigues Cavallero dos Santos, Thais Oliveira Pinheiro e Carla Cilene Siqueira Moreira são bolsistas do Grupo de Estudos e Pesquisas Eneida de Moraes e atuam no projeto  “Mulheres na Política: História de percursos e de práticas” coordenado pela pesquisadora Luzia Miranda Álvares.

O 17º Encontro Nacional da Rede Feminista Norte e Nordeste de Estudos e Pesquisa sobre a Mulher e Relações de Gênero é uma realização do Núcleo Interdisciplinar de Pesquisa e Ação Sobre Mulher e Relações de Sexo e Gênero - NIPAM / Universidade Federal da Paraíba- UFPB . A coordenadora do Gepem, Luzia Miranda Álvares,  também se fará presente no evento na mesa redonda  “Políticas Públicas para democratização do poder:  mulheres no poder” , que acontece no dia 16 de novembro.

Todas as informações sobre o evento no site http://www.ufpb.br/evento/lti/ocs/index.php/17redor/17redor

 

Conheça os trabalhos dos estudantes da Faculdade de Ciências Sociais que serão apresentados:

GT 8. Gênero, Feminismos e Política

A TRAJETÓRIA POLÍTICA DE ANA JÚLIA CAREPA: A PRIMEIRA GOVERNADORA DO ESTADO DO PARÁ.

Thais Pinheiro – Bolsista PIBIC/PIPES/UFPA

GEPEM/UFPA

 

Resumo

Este trabalho é parte integrante do projeto de pesquisa, “Eleições 2010: Competição eleitoral e desempenho entre atores, cena e cenários da política paraense”-  CNPq - 474470/2010-5. O enfoque é sobre a bancária e militante do PT Ana Júlia de Vasconcelos Carepa, que em 2006 foi eleita governadora do Pará, a primeira mulher a ocupar esse cargo no Estado. Construindo a partir de uma participação efetiva de liderança em movimentos sociais e por meio da sua trajetória profissional, pessoal e política, esteve ao longo de sua vida “criando” possibilidades para o seu empoderamento, o que se refletiu na conquista eleitoral em 2006. Porém, essa vitória nas urnas, não representou, exclusivamente, o êxito da primeira mulher à frente do Estado do Pará, mas também, a derrocada de uma hegemonia de 12 anos consecutivos do PSDB no Estado do Pará. A análise do percurso político da ex-governadora neste trabalho foi baseada em sua história de vida, na qual foram examinados seus antecedentes socioeconômicos, educacionais, profissionais e sua socialização nas instituições políticas, consistindo isto, na sua trajetória social.

 

 

Eleições 2008: Perfil Social Das Vereadoras Do Município De Breves/Pa

Nilson Almeida de Sousa Filho

Bolsista PIBIC/UFPA

GEPEM/UFPA

 

Este trabalho é resultado preliminar do projeto: “Mulheres na política: histórias de percursos e de práticas – CNPq 402518/2010-1”. Objetiva investigar/analisar a trajetória e o perfil social de mulheres vitoriosas nas eleições municipais de 2008, em Breves/PA. O esforço principal é desvendar os antecedentes sociais das parlamentares e identificar quais maneiras foram utilizadas para que as mesmas tivessem acesso à representação legislativa. A história oral foi o procedimento metodológico usado e, a partir dessa metodologia foi possível extrair da memória dessas mulheres, o seu vínculo identitário. Foram aplicadas entrevistas em profundidade extraindo-se aspectos da sua história de vida, responsáveis por sua entrada na representação parlamentar. O resultado demonstrou que se trata de mulheres da elite política com três características principais: o campo familiar, o político e o profissional.

PALAVRAS-CHAVE: mulher; antecedentes sociais; representação política.

 

Gt. 7: Gênero, Relações de Trabalho e Meio Ambiente

Identificando entraves à participação sociopolítica das mulheres nos Sindicatos de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais no Pará

Carla Cilene Siqueira Moreira

Graduanda do Curso de Ciências Sociais e bolsista voluntária GEPEM/UFPA,

Resumo
Como característica dos sindicatos estes estão voltados para categorias de trabalho, a relação das mulheres com estes órgãos é primeira de identificação como trabalhadora rural para então poder participar da entidade. Portanto para participar precisam ter o seu trabalho reconhecido e garantir os seus direitos. Dessa forma surgiu o movimento de mulheres trabalhadoras rurais. No entanto mesmo depois de muitos direitos conquistados as trabalhadoras ainda encontram resistência para participar dos sindicatos e principalmente para liderá-los. Os sindicatos escolhidos para análise do tema proposto foram retirados de um universo maior de organizações que faz parte da pesquisa intitulada: “Os movimentos de mulheres e sua atuação no avanço das carreiras femininas nos espaços de poder politico”, coordenado pela professora Maria Luzia Miranda Alvares, coordenadora do Grupo de Estudos e Pesquisas “Eneida de Moraes” sobre Mulher e Relações de Gênero, do qual faço parte. Dessa forma este trabalho mostrará algumas dificuldades de participação encontrada pelas mulheres no meio rural, identificadas através de entrevistas e depoimentos colhidos durante a pesquisa.

Palavras-chave: gênero, participação politica, trabalho.

GT 4. Gênero e Violência

Análise dos dados da violência contra a mulher na DEAM, em Belém do Pará, no período de 2009 a 2012

Manuela Rodrigues Cavalléro dos Santos

Bolsista PROAD/GEPEM/UFPA

Os serviços de atendimento à violência doméstica contra a mulher, no estado do Pará, são concentrados na capital, Belém, e ainda assim esses serviços e as políticas públicas de enfretamento à violência são débeis, pois  apesar da existência de vários mecanismos quando se contrasta com os números não conseguimos afirmar sua eficiência. Este trabalho se debruçou na violência contra mulher a partir da DEAM (primeira delegacia especializada de atendimento a mulher do estado, implantada em 1986), através da metodologia da análise dos dados coletados pela delegacia, quanto aos números de ocorrências e os tipos de crimes relatados; se baseou ainda nos relatórios de Belém-Pará apresentados pelo GEPEM para o projeto OBSERVE-Observatório da Lei Maria da Penha (2011). Como resultados, avaliam-se os dados coletados na DEAM com algumas evidências como: a violência psicológica retratada pelo crime de injúria vem se multiplicando desde 2010, e o crimes de ameaça, onde o agressor intimida a mulher com a promessa da prática da violência tem maior incidente de ocorrência registrados nos BOP´S. Já a lesão corporal tem números baixíssimos. Com esses dados percebe-se que as relações de poder geradores das desigualdades ainda se encontram fortalecidas pelo modelo patriarcal brasileiro.

Palavras-chave: violência doméstica – violência contra a mulher – Lei Maria da Penha