N. 19 – Belém/PA - Novembro/Dezembro - 2014

Sessão Especial da Câmara Municipal de Belém homenageia 18 anos do GEPEM

Na manhã do dia 24 de agosto de 2012,  às 9h30, a Câmara Municipal de Belém homenageou o Grupo de Estudos e Pesquisas Eneida de Moraes (GEPEM) pelos 18 anos de criação.  A sessão especial foi proposta por  requerimento da Vereadora Milene Lauande. Na oportunidade, algumas pesquisadoras associadas do Grupo participaram inclusive da mesa e do plenário, como a Profa. Angélica Maués, Denise Cardoso, Thelma Amaral, Eneida Guimarães, Maria Patrícia Ferreira, Eunice Guedes, Antonia Salgado, Manuela Rodrigues, Nilson Souza Filho, Benedito Santos, Thais Pinheiro, Carla Moreira. Muito importante, também, a presença de representantes dos Movimentos de Mulheres e de  Movimentos Sociais, além da Desembargadora Nazaré Saavedra. Foi um momento de grande emoção para o GEPEM  presenciar a celebração de  suas atividades acadêmicas e de extensão por um órgão público. O Magnífico Reitor da Universidade Federal do Pará, Carlos Edilson Maneschy , enviou  uma saudação parar o Gepem que foi lida na ocasião, em agradecimento à homenagem promovida pela Vereadora Milene Lauande. O diploma e a medalha que compuseram a homenagem são do mais alto valor: "Medalha do Mérito Científico "Evandro Chagas" "pelos relevantes serviços prestados na área da pesquisa científica em benefício do ser humano ou animal e especialmente a Belém”

Foi a  primeira vez,  que o Grupo de Estudos e Pesquisas Eneida de Moraes (Gepem), que estuda a temática Mulher e Gênero, na Universidade Federal do Pará (UFPA), recebeu o reconhecimento de um órgão público pelas atividades desenvolvidas. A sessão especial em homenagem aos 18 anos de criação do Gepem, foi realizada  no Salão Plenário Vereador Lameira Bittencourt da Câmara Municipal de Belém.

A  vereadora Milene Lauande, que propôs a homenagem  há alguns anos - desde quando era aluna do curso de Geografia da UFPA -, vem acompanhando e participando das ações que são promovidas pelo Gepem, ou seja, muito antes de se tornar uma representante do parlamento municipal. E, neste momento da “maioridade” do Grupo, considerou a sua atuação como importante na luta pelos direitos humanos.

Maria Luzia Álvares, coordenadora do Gepem, considera esta uma iniciativa importante da parlamentar porque, de qualquer modo, torna público o que está sendo realizado na UFPA, no âmbito da questão das mulheres e em torno das relações de Gênero, de um modo geral. “O Gepem é um grupo que, aos poucos, construiu uma representatividade entre os movimentos sociais, os movimentos de mulheres, as instituições públicas e privadas, de dentro e de fora do Estado, por meio de encontros acadêmicos, debates, mesas-redondas, conferências, consultorias e pesquisas. Sem dúvida, estamos demonstrando que nossas pesquisadoras e pesquisadores não produzem isoladamente ou para acrescentar pontos em seus currículos, mas para a sociedade, e enfrentam as grandes lutas sociais ao lado dos que precisam de conhecimento e parceria. Nós, do Gepem, estamos muito sensibilizadas com essa celebração”, comentou a professora.

Pesquisas – O Gepem possui cinco linhas de pesquisa:  Mulher e Participação Política;  Mulher, Relações de Trabalho, Meio Ambiente e Desenvolvimento;  Gênero, Identidade e Cultura;  Gênero, Arte/Comunicação, Literatura e Educação; Gênero, Saúde e Violência. Todas coordenadas pelas docentes e pesquisadoras de cada área.

O Gepem também possui, atualmente, uma pesquisa aprovada pelo CNPq/SPM – “Mulheres na Política: Histórias de Percursos e de Práticas”, coordenada por Luzia Álvares. “Estamos levantando as histórias de vida de parlamentares das eleições municipais (2008) e gerais (2010), procurando entender de que forma essas mulheres oferecem o seu nome e/ou são convidadas pelos partidos para concorrer. Já visitamos cerca de 30 municípios do Estado e, até outubro, garantiremos o levantamento de dados”, explicou a pesquisadora.

O Gepem tem sido muito respeitado dentro e fora da UFPA. A mudança de olhar para as questões de Gênero penetraram nas instituições de ensino superior, e a UFPA acompanhou o processo desde o momento em que as conferências internacionais mostravam que os direitos das mulheres também eram direitos humanos, portanto, era necessária a união de todos para fortalecer os conhecimentos sobre essa questão e repassá-los à sociedade.

Luzia Álvares conta que, antes da criação do Gepem, outras pessoas estudavam essa questão e promoviam atividades, como a professora Jane Beltrão, nos anos 80, a professora Angélica Maués, que foi pioneira nos estudos de Gênero, entre outras. No momento, o GEPEM tem um jornal, o Iaras, que está em seu 5º número, e uma revista científica, Gênero na Amazônia, em seu 1º número, em mídia eletrônica, além de livros publicados.

Com informações da CMB e  do Portal da UFPA (Texto: Yuri Coelho)