Apresentação

GEPEM: Um Percurso entre Chegadas e (Novas) Caminhadas

Maria Luzia Álvares


Maria Luzia ÁlvaresOs primeiros diálogos para a criação de um grupo de estudos sobre a questão da mulher ocorreram no início dos anos oitenta, no Núcleo de Altos Estudos Amazônicos (NAEA/UFPA), entre as Professoras Edna Maria Ramos de Castro, Rosa Acevedo Marin e sua então orientanda Maria Luzia Álvares. Houve, nesse período, inclusive, uma reunião entre as três e a elaboração do esboço de um primeiro documento sobre objetivos e metas de criação do grupo. Essa articulação foi retomada após o I Encontro de Pesquisadoras sobre a Mulher e Relações de Gênero do Norte e Nordeste, promovido pelo NEIM/UFBA, em 1992 – chamado pelas Professoras Ana Alice Costa e Cecília Sardenberg, que culminou com a criação da REDOR-N/NE. O modelo desse evento estimulou, no âmbito paraense, a que ao grupo inicialmente formado no NAEA fossem agregadas/os outros/as pesquisadoras/es, contemplando várias áreas de conhecimento: História - Profa. Maria de Nazaré Sarges, Profa. Edilza Fontes, Prof. José Maia; Psicologia – Profa. Eunice Guedes e bolsistas do PIBIC; Antropologia – Profa. Angelica Motta-Maués; Ciência Política – Profa. Luzia Álvares; Saúde – Dra. Suzanne Serruya (Universidade Estadual do Pará). Literatura – Profa. Eunice Santos. Em seguida a essa adesão, foi feita uma ampla chamada a outros/as docentes da universidade, culminando com a oficialização do grupo.

Esse processo constituiu um marco de efeitos colaterais sobre o enfoque da história das mulheres, ao congregar tanto pesquisadoras da UFPA quanto de universidades particulares e estaduais do Pará, formando um eixo interdisciplinar em diversas áreas de conhecimento, a exemplo: Ciências Humanas e Sociais, Letras e Artes, Saúde, Educação.

Entre os anos 1992 e 1994, vislumbram-se indícios de que, no ambiente amazônico, a nova temática incluindo a questão da mulher e a perspectiva de gênero estava se tornando um ponto de convergência, um centro de debates, na rede teórica das Ciências Sociais. Tanto que, em janeiro de 1992, a representante do CFCH no Comitê de Pesquisa da UFPA, Profa. Maria Angelica Motta-Maués organiza e realiza, juntamente com a direção e pesquisadores desse Centro, o I Encontro de Pesquisadores do Centro de Filosofia. Nesse evento, foi possível publicizar os resultados de pesquisas e os projetos em andamento que estavam se desenvolvendo naquela unidade acadêmica, reunindo-se sete comunicações no Grupo Temático I – “Questões de Gênero: identidade, processos de trabalho e participação política1.

Na sequência de estudos para consolidar a questão emergente, em maio de 1993, o VI Encontro de Ciências Sociais Norte/Nordeste, realizado em Belém (PA), com o apoio do NAEA, registrou, entre os grupos temáticos, o referente à Mulher e Relações de Gênero, com inscrição de trabalhos de pesquisadoras dessas duas regiões.

Em setembro de 1993, coordenado pela Profa. Maria Ângela D’Incao e promovido pelo Departamento de Ciências Humanas do Museu Paraense Emílio Goeldi, o evento internacional A Amazônia e a Crise da Modernização abrigou, entre outros, o GT Diversidade e Gênero para o qual foram aceitos cinco trabalhos, sendo quatro selecionados para a composição do livro A Amazônia e a crise da modernização: Educação e (in)submissão feminina no Pará”, de Álvares, M.L.M. ; “Quando chega essa “ visita”, de Motta-Maués, M. A.; “Mulher na padaria dá problema de amores”, de Fontes, E.; e “Uma presença discreta: a mulher na pesca”, de Maneschy, M. Cristina2.

Estes eventos são demonstrativos da trajetória de pesquisadoras que mantinham diálogo interdisciplinar com o assunto, algumas sendo remanescentes dos primórdios dos estudos, na UFPA, sobre a condição feminina, na década de 70, como Maria Angelica Motta-Maués.

Com isso, foi possível agregar estas pesquisadoras em um grupo de estudos e, na manhã do dia 27 de agosto de 1994, numa reunião histórica, primeiramente, no auditório do então Centro de Filosofia e Ciências Humanas/UFPA, e para registrar formalmente a presença do grupo e a relação com a patrona, no dia seguinte, na Praça “Eneida de Moraes” (ainda em projeto) oficializando-se a criação do Grupo de Estudos  e Pesquisas “Eneida de Moraes” sobre Mulher e Relações de Gênero - GEPEM.

No I Encontro Amazônico Sobre Mulher e Relações de Gênero, em novembro/1994, o GEPEM reuniu estudiosos/as do Maranhão, Acre, Amazonas, Amapá, Rondônia e Roraima. Na ocasião, questões relativas à violência, à exploração rural e às práticas políticas vivenciadas pelas mulheres desses Estados foram discutidas. Os artigos apresentados foram publicados no livro de ÁLVARES, Maria Luzia & D’INCAO, Maria Ângela (org.). A Mulher Existe? Uma contribuição ao estudo da mulher e gênero na Amazônia (Belém: GEPEM/GOELDI, 1995), com recursos da FUMBEL, órgão da Prefeitura Municipal de Belém. Daí em diante, as atividades sobre a temática foram sendo estimuladas pelas associadas do grupo nos cursos de graduação, pós-graduação, projetos de pesquisas e trabalhos de classe, presença nos eventos dos movimentos de mulheres paraenses, apresentação de trabalhos nos encontros locais, regionais e nacionais.

O II Encontro Mulher e Modernidade na Amazônia, realizado pelo GEPEM em abril/1996, foi prolífico em apresentação de trabalhos, com cerca de 60 artigos selecionados com temas voltados às questões da desigualdade de gênero e as propostas de luta pelas conquistas da cidadania de qualidade aspirada pelas mulheres. Como o anterior, os trabalhos apresentados no Encontro resultaram na publicação de um livro em dois volumes: D’INCAO, Maria Ângela, ÁLVARES, Luzia e SANTOS, Eunice. Mulher e Modernidade na Amazônia (v.1, Belém: CEJUP,1997). D’INCAO, Maria Ângela, ÁLVARES, Luzia e SANTOS, Eunice; Mulher e Modernidade na Amazônia(v.2, Belém: CEJUP, 2001).

Em setembro/1996 (23 a 27), as associadas do GEPEM organizaram o V Encontro Rede Regional Norte/Nordeste de Estudos e Pesquisas sobre Mulher e Relações de Gênero (REDOR), com o tema: Fundamentos Teóricos e Metodológicos de Gênero na Perspectiva Feminista. Desse encontro, resultou o livro Desafios de Identidade: espaço-tempo de mulher (ÁLVARES, M. L. M.; SANTOS, E. ([Orgs.] /Belém: CEJUP, 1997. v. 1, 487 p.).

No período de 1998 a 2008, as associadas investiram na qualificação acadêmica, uma necessidade imposta pela nova dinâmica instituída para o avanço da pós-graduação nas universidades. A maioria das “meninas do GEPEM” se doutorou em diversos centros nacionais e locais. Contudo, nesse período, foram mantidas as linhas de pesquisa, a formação de bolsistas e apresentação de resultados em encontros nacionais e internacionais. O espaço local não foi esquecido, eventos periódicos se estenderam além dos muros da UFPA e deram a “cara” de um grupo preocupado nas discussões sobre a melhoria da qualidade de vida das mulheres e na luta pelos direitos humanos com o olhar da cumplicidade acadêmica.

Com o III Encontro Amazônico sobre Mulher e Gênero: as faces da diversidade (23 a 29/9/2008), juntamente com o Encontro da Rede Feminista Norte e Nordeste de Estudos e Pesquisas Sobre Mulher e Gênero (REDOR), a festa acadêmica conseguiu participação significativa de estudantes e pesquisadores com mais de 300 inscrições, 137 trabalhos apresentados, 6 mesas temáticas, a presença de estudiosas/os nacionais, regionais e locais.

Como é possível observar, a realização destes Encontros mostra a trajetória e experiência do GEPEM e o compromisso das pesquisadoras em agregar, dar visibilidade e estimular o debate relativo às questões da diversidade de gênero na Amazônia, divulgando os resultados dos debates em publicações impressas, bem como, em mídia digital, pois, ao longo destes anos, esse grupo realizou dois documentários intitulados “Parcerias em Terra” e “No ritmo das águas”, produzidos pelo Centro de Estudos e Práticas de Educação Popular – CEPEPO, com o apoio do CNPQ/FINEP, FADESP e ICSF (Coletivo Internacional de Apoio aos Trabalhadores da Pesca), no qual mostra o trabalho de mulheres de áreas ribeirinhas, seus saberes e práticas ligadas à pesca e ao seu cotidiano, resultado de pesquisas de Maneschy & Álvares (1995-2000).

Como se vê, no processo de construção de saberes num espaço em que o conhecimento científico tem um padrão tradicional, o GEPEM mantém a presença constante de pesquisadoras/es da área de gênero em atividades múltiplas, formatando a transversalidade entre as grandes teorias e os enfoques contemporâneos que expõem diferenciais nos marcadores sociais, quando se processam com a perspectiva de gênero. Essa conquista de espaço pelo GEPEM com a problemática da diversidade pode ser evidenciada na produtiva aprovação de pesquisas com temas sobre a situação feminina, as construções e hierarquias de poder, as diferenças das relações entre homens e mulheres construídas culturalmente, as expressões de sexualidades, as questões étnicas – temas que têm agregado pesquisadores/as, bolsistas, orientandos com divulgação dos resultados em seminários, encontros, oficinas e outros eventos promovidos e/ou apoiados pelo grupo.

Neste sentido, os estudos de gênero ajudaram a problematizar a noção de sujeito universal e mostrar o caráter hierárquico e assimétrico subjacente à construção de feminilidades e masculinidades, assim  também a quebrar a noção de identidades uniformes; a dar sustentabilidade ao que hoje as políticas públicas estão multiplicando em nome dos estudos de diversidade e educação. Ou seja: as marcas sociais foram cada vez mais introduzidas nas pesquisas a fim de dar conta da multiplicidade de práticas e representações de mulheres e homens, pautadas, entre outros marcadores, em diferenças: étnicas, raciais, status social, geração, sexualidade e orientação religiosa. Assim, a cada dia, o percurso das descobertas e potencialidade destes estudos mais se enriquece pelas versões da diversidade das áreas de conhecimento e das demandas sociais de problemas emergentes. As “meninas do GEPEM” têm clara a proposta de que uma revisão do percurso desses estudos, ao longo de efetiva presença do grupo, vai evidenciar a multiplicidade de linguagens e de imagens de homens e mulheres que construíram cenários e vivenciaram histórias generificadas no meio amazônico. E com isso, assumem o desafio de pensar o feminino e o masculino a partir de identidades múltiplas que se refletem em similaridades, mas também em especificidades de comportamentos, valores, atitudes e agendas políticas dos sujeitos sociais.

Ao criarem suas vertentes de estudos dentro de áreas de conhecimento nas quais se posicionaram na academia, continuam a aprendizagem desses estatutos generificando alguns resultados passíveis de serem institucionalizados sem a base crítica dos estudos sobre gênero. Ao estarem inseridas em linhas de pesquisa de programas de cursos de graduação e de pós-graduação, incorporaram estas discussões em seus respectivos programas. Todas essas ações mostram a importância de o GEPEM manter seus objetivos e metas, aglutinar e visibilizar institucionalmente suas atividades, ampliando a rede de pesquisadores e solidificando ações e intercâmbios já iniciados.

Desse leque acadêmico, há clareza quanto à aliança do GEPEM com os movimentos de mulheres do Pará, objetivando subsidiar o entrelaçamento das questões teóricas com as discussões sobre as situações práticas vivenciadas, considerando a necessidade de entender as linguagens e olhares de um cotidiano nem sempre visível ao conhecimento cientifico.

Por fim, nesses anos de presença do grupo no âmbito acadêmico e na sociedade civil, o GEPEM construiu uma rede de estudos de gênero na Amazônia, contribuindo para o crescimento da produção de saberes, práticas e linguagens e promovendo a inclusão de discussões sobre as masculinidades e as minorias sociais. Ao longo desse período de atuação, manteve um fluxo permanente de atividades no formato de palestras, cursos, pesquisas e encontros integrados junto aos movimentos de mulheres e feministas, assim também, discussões específicas relativas ao meio ambiente regional e sobre as inquietações mais recentes da sociedade sobre a violência doméstica e sexual, trafico de mulheres e de pessoas e de outras ações que tendem a contribuir para uma agenda política importante dos movimentos sociais.

Desse compromisso acadêmico, continuam mantidos os objetivos iniciais firmados pelas mestras Edna Castro, Rosa Acevedo e Maria Angelica Maués sobre a questão da diversidade de gênero, posicionadas na luta pelos direitos humanos.

ASSOCIADAS DO GEPEM!
PRESENTE!

1 Os trabalhos apresentados foram os seguintes: “Padeiros e castanheiras em Belém: por que és o avesso, do avesso, avesso...”, de Edilza Fontes (Departamento de História e Antropologia); “Trabalho e saúde/doença mental: um estudo com professores de Primeiro Grau”, de Hilma Koury (Depto. de Psicologia Social Escolar); “Seminário Sobre Mulher – Região Norte/Brasil”, de Jane Felipe Beltrão (Depto. De História e Antropologia); “Imaginário, movimentos sociais e construção da identidade feminina”, de Lindalva Teixeira (Depto. de Metodologia); “Trabalhadoras rurais e engajamento sindical resgate de identidade(s): um estudo no sul do Pará, de Maria Eunice Figueiredo Guedes (Depto. de Psicologia Social escolar); “Memórias esquecidas” de imagens construídas: das idéias feministas (1910) à organização do movimento sufragista no Pará”(1931)”, de Maria Luzia Miranda Álvares (Depto. de Ciências Sócio-Políticas); “A condição feminina em Belém no período da borracha (1870-1914)” , de Marinete dos Santos Silva (Depto. de História e Antropologia).

2 Cf. D’INCAO, M. Ângela e SILVEIRA, Isolda Maciel. A Amazônia e a Crise da Modernização. Belém: Museu Paraense Emílio Goeldi, 1994, 592 p.

Maria Luzia Miranda Álvares é Doutora em Ciência Política, Coordenadora do GEPEM/UFPA e uma das pioneiras dos estudos de mulher e gênero, no Pará, desenvolvendo trabalhos sobre a temática feminismo, mulher e gênero, com incursões sobre o entrelaçamento das representações socioculturais nas estruturas de poder.


1994

Praça Eneida de Moraes: lançamento oficial da criação do GEPEM (28/8/1994, às 10h).

Praça Eneida de Moraes: lançamento oficial da criação do GEPEM (28/8/1994, às 10h).

Flagrantes do I Encontro Amazônico sobre Mulher e Relações de Gênero (17 a 19/11/1994).

Participantes pelo GEPEM: Maria Luzia Álvares - Marinete Ferreira Lobo - Marlize Cunha Figueiredo.

1995

Hall da Reitoria/UFPA (8/3/1995): Comemorações do Dia Internacional da Mulher e Lançamento do Jornal Iaras.
De 1995-1998, o Iaras circulou em formato impresso com periodicidade trimestral, privilegiando uma linha editorial de divulgação cultural e científica sobre mulher e gênero.
Em 1999, por motivos vários, a edição desse periódico foi interrompida, retornando em 2011 no formato
online, disponível em www.jornaliaras.ufpa.br e com registro International Standard Serial Number (ISSN 2237-9266), mantendo as normas e pontos de vista anteriores.

Prefeitura Municipal de Belém: pesquisadoras do GEPEM entregam ao prefeito exemplar do 1º. número do Iaras e, na oportunidade, solicitam a recuperação da praça “Eneida de Moraes”, localizada no bairro da Pedreira( 8/3/1995).

Primeiro livro editado pelo GEPEM (dez. 1995). Coletânea contendo estudos apresentados no I Encontro
Amazônico sobre Mulher e Relações de Gênero.
As publicações do GEPEM podem ser consultadas ou adquiridas no seguinte endereço: GEPEM/UFPA Av. Augusto Corrêa, nº 1 – Cidade Universitária Prof. José Silveira Neto – Guamá - Setor Profissional (UFPA/IFCH- Altos). CEP: 66075-110 Belém-Pará-Brasil. Fone: (91)3201-8215. secretariagepem@ufpa.br

1996

MULHER E MODERNIDADE NA AMAZÔNIA

II Encontro Amazônico: interlocução acadêmica e interdisciplinar sobre mulher e gênero
(GEPEM/UFPA - 8 a 12/4/1996).

GEPEM/REDOR

A REDOR - Rede Norte/Nordeste de Estudos e Pesquisas sobre Mulher e Relações de Gênero - foi criada em setembro de 1992, em Salvador/BA, durante seu I Encontro Regional, coordenado pelo Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre Mulher – NEIM. É uma associação feminista sem fins lucrativos cuja proposta é incentivar a formação de núcleos, promover intercâmbio de informações e produção científica, fortalecendo discussões sobre a temática, inclusive na academia universitária. De 1996 a 1998, o GEPEM coordenou a REDOR. Entre os eventos promovidos nesse período, destaca-se o

ALÉM DA REDE

Maria Luzia Miranda Álvares Coordenadora Executiva da REDOR ( 1996-1998) “A apresentação de um relatório, num biênio de atividades e num determinado programa, revela-se uma necessidade aos envolvidos de identificarem, para si e para os demais integrantes, os pontos que foram positivos, os eixos que se mantiveram complicados e as propostas que podem ser implementadas, numa nova etapa, pelos que se julgam comprometidos historicamente com o programa. A REDOR iniciou de uma preocupação regional e hoje tem referência nacional. Conseguiu aglutinar pesquisadores/as, estimular os grupos locais de estudos de gênero e introduzir o compromisso do trabalho coletivo”. (Fragmento do relatório GEPEM/REDOR 1996-1998).


1997
1998

Segundo livro publicado. De título homônimo ao tema do II Encontro Amazônico, a coletânea congrega parte dos trabalhos apresentados neste evento.
Terceiro livro publicado. A coletânea reúne os trabalhos apresentados durante o V Encontro da REDOR, realizado em Belém e promovido pelo GEPEM - à época também coordenador da REDOR.
TECENDO A REDE
Norte/Nordeste de Estudos e Pesquisas sobre Mulher e Relações de Gênero, o GEPEM apresenta aos/às leitores/as um informativo com periodicidade trimestral, para divulgação de eventos e consolidação de intercâmbio sistemático entre a REDOR e os núcleos parceiros.

Jornal Editado pelo GEPEM, no período em que este coordenou a REDOR(1996-1998).

1999
2000

Olhares e Diversidades

“Estão surgindo hoje, nos contornos regionais, especificidades experienciais que podem surpreender as metodologias existentes e/ou criar inovações nesse campo, incluindo-se a parceria entre a prática da pesquisa e o processo interventivo da militância, de modo que nossas teorias possam fluir deste vasto manancial de informações ainda a ser conhecido sobre as mulheres cuja trajetória cruza os igarapés e a caatinga em busca de uma vida melhor, em busca de uma cidadania de qualidade que lhes credite ser tratadas, e aos seus familiares, com respeito no rigor exigido pelos direitos humanos”. (Maria Luzia Álvares e Eunice Santos – Olhares & Diversidade, contracapa, 1999).

Quarto livro publicado. Coletânea dos trabalhos apresentados no VI Encontro da REDOR, realizado em Maceió/AL.

2001
2002

2001 - Quinto livro publicado. De título homônimo ao tema do II Encontro Amazônico, a coletânea reúne parte dos trabalhos apresentados neste evento

2003

Da extensa lista de mulheres que se têm distinguido na Amazônia, particularmente no Pará, pela sua excepcional personalidade, merece destaque especial ENEIDA DE MORAES, como expressão da mulher avançada, livre de preconceitos, inteligente, artista da palavra e amiga fiel de sua terra (Profa. Maria Annunciada Chaves - in memoriam).

Dia: 22/10/2003
Hora: 15h30.
Local: Auditório do CFCH/UFPA(altos)
Mesa-Redonda: Os saberes de Eneida na Militância Política
Palestrantes:
Eunice Santos
GEPEM/UFPA
Luzia Álvares
GEPEM/UFPA
José Maria Platilha - militante comunista
Dia: 23/10/2003
Hora: 15h30.
Mesa-Redonda: A Crônica de Eneida e o Cânone Literário
Palestrantes:
Eunice Santos
GEPEM/UFPA
João de Jesus Paes Loureiro
UFPA

Solenidade na Câmara Municipal de Belém

Desde 2003, está sob custódia do GEPEM a Coleção Eneida de Moraes: militância e memória, composta de sete volumes em CD-ROM num total de 5585 peças documentais. Esse acervo, em 2007, também foi integrado ao projeto cultural do GEPEM Casa da Escritora Paraense - CASAEPA.


2004
2005

EXPOSIÇÃO 1

Título: “Eneida de Moraes: militância e memória”
Coordenação: Eunice Santos, Maria Luzia Álvares e Sílvia Bitar.
Local: Biblioteca Central da UFPA
Período: dezembro/2004
Conteúdo: Mostra de acervos em suportes visuais e impressos (1920-1970).
Realização: GEPEM e Biblioteca Central da UFPA.

EXPOSIÇÃO 2

Título: “Eneida de Moraes: militância e memória”
Coordenação: Eunice Santos e Maria Luzia Álvares .
Local: Biblioteca da Universidade do Pará/FAP
Período: 25 a 28/10/2005
Conteúdo: Mostra de acervos em suportes visuais e impressos (1920-1970).
Realização: GEPEM e Biblioteca da Universidade do Pará/FAP.

SEMINÁRIOS

PESQUISA

Título: Escritoras Paraenses em Prosa e Verso: os protocolos de inserção da autoria feminina no cânone escolar de Belém/PA.
Coordenadora: Dra. Eunice Ferreira dos Santos
Parceria: Centro de Educação & GEPEM /UFPA.
Linha de Pesquisa: Gênero, Arte/Literatura e Educação (GEPEM/UFPA).


2006

Pesquisa

Gênero, Política e Representações Sociais.

Eventos


2007

No dia 10 de dezembro, comemora-se a Declaração Universal dos Direitos Humanos, proclamada pela ONU em 1948. Nesse dia, também, culmina a Campanha Internacional: 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra as Mulheres, intencionando denunciar que a violência contra as mulheres é uma violação dos direitos humanos. A Campanha foi criada pelo Center for Women’s Global Leadership, em 25 de novembro 1991, em seqüência/referendo / reiteração ao Dia Internacional da Não Violência Contra a Mulher, outra data proclamada pelas Nações Unidas. No Brasil, a Campanha tem sido realizada, todos os anos, principalmente, por organizações feministas, movimentos de mulheres e pes¬quisadoras acadêmicas, organizando eventos que estimulem a sociedade a avaliar / denunciar as várias formas de violências contra as mulheres, sobretudo as que ocorrem no âmbito doméstico. Neste sentido, o GEPEM/UFPA, enquanto Observatório Regional da Lei Maria da Penha, programou, para 10/12, o seminário A violência doméstica contra mulheres e os direitos humanos: múltiplos olhares, objetivando: disseminar informações sobre a Lei 11.340/2006; apresentar os estudos implementados nas linhas de pesquisa do grupo; divulgar as atividades dos setores especializados no combate a este tipo de violência, no Pará.

PROJETO CULTURAL

CASA DA ESCRITORA PARAENSE (CASAEPA)

A CASAEPA, coordenada pelas professoras Eunice Ferreira dos Santos e Maria Luzia Álvares, é uma instituição sem fins lucrativos destinada a ser um centro de memória com a finalidade de guardar, preservar e divulgar a obra intelectual e literária (édita e/ou inédita) das/sobre escritoras paraenses. Assim também peças documentais de natureza diversa que pertenceram ou que sejam relacionadas a essas literatas. Foi criada em agosto de 2007 e é um projeto cultural do Grupo de Estudos e Pesquisas Eneida de Moraes sobre Mulher e Gênero (GEPEM). Contabilizam-se como patrimônio da CASAEPA/GEPEM: a)81 arquivos digitais contendo biografia e antologia comentadas; b) 60 livros; c) 81 coleções compostas de mostra textual esparsa, publicada em periódicos, num total de 2340 exemplares fac-similados e 6095 em CD; d) documentação audiovisual (fotografias, DVD, gravações); e) memória oral (entrevistas, depoimentos); f) manuscritos; g)documentos sigilosos; h) registros pessoais( certidões, bilhetes, cartas, postais); i) inventários analíticos sobre as escritoras( artigos, notícias, comentários, reportagens).

Vista parcial do acervo CASAEPA/GEPEM (Fotos: Eduardo Ribeiro)


2008

Evento reiterativo e sequencial dos encontros regionais promovidos pelo GEPEM, a partir de 1995, visando à integração com os núcleos e grupos do Norte/Nordeste e à ampliação do intercâmbio desses estudos com os grupos de gênero das universidades da Pan-Amazônia. A este evento agregou-se a reunião anual das associadas da REDOR e a comemoração dos 14 anos de atividades do GEPEM.

PESQUISA

PESQUISA

Título: Autoria feminina na História Literária do Pará: diálogos com a educação básica. Coordenadora: Dra. Eunice Ferreira dos Santos Parceria: Centro de Educação & GEPEM /UFPA. Linha de Pesquisa: Gênero, Arte/Literatura e Educação (GEPEM/UFPA).


2009

Conferência IV Encontro Amazônico sobre Mulheres e Gênero

Pensando Gênero e Ciências nos Núcleos e Grupos de Estudos de Universidades e Instituições de Pesquisa

Maria Luzia Miranda Álvares

A conferência de abertura deste IV Encontro Amazônico foi prevista ensejando que neste recinto ecoasse esta noite a proposta política de uma entidade pública como a Secretaria de Política para as Mulheres – SPM –, sobre a importância da criação dos Grupos e Núcleos de estudos de gênero nas universidades e centros de pesquisa no Brasil. A emergente discussão de Hildete Pereira de Melo e da Ministra Nilcéa Freire com o Presidente da República sobre políticas sociais para as mulheres, “tirou de cena” a pessoa que viria compartilhar conosco os resultados das políticas públicas para os espaços acadêmicos nestes anos de governo, no tema Pensando Gênero e Ciências nos Núcleos e Grupos de Estudos de Universidades e Instituições de Pesquisa. Mas a “bruxaria”, como disse a coordenadora do evento, minha colega e amiga Angélica Maués, revelou-nos novos planos que, na verdade, recolocavam as discussões iniciais das reuniões que elaboraram a proposta do projeto deste encontro. “Quem deve fazer essa conferência és tu, Luzia”, disse Angélica, “porque vivenciaste a história desse movimento entre nós”. No meu ponto de vista este processo deveria mostrar mais do que o plano local, mas o nacional, cuja repercussão foi sistemática ao longo destes anos, quando os primeiros grupos e núcleos de estudos sobre mulheres e gênero iniciaram sua formação nessas instituições agregando acadêmicas e militantes feministas ou não. Mas, ao que consta, a “bruxaria” foi mais forte do que o meu desejo, e aqui estou para alinhavar alguns fatos que deram o suporte institucional ao movimento de docentes e pesquisadoras brasileiras há mais de 30 anos onde se inserem os 15 anos do GEPEM.

Mesa de Abertura do IV Encontro Amazônico, coordenado pela Dra. Maria Angelica Motta-Maués (sentada - 3º. plano à esquerda).
Sexto livro e primeiro volume da Coleção Gênero na Amazônia (Editora GEPEM).
Sétimo livro publicado pela Editora GEPEM. Lançamento em 17/11/2009, durante o IV Encontro Amazônico.

MULHERES AMAZÔNIDAS: O Encantamento dos Mitos Femininos

EXPOSIÇÃO E CURADORIA: Dra. Scarleth O’hara Arana. PERÍODO: 15 a 30/9/2009

(Evento em Comemoração aos 15 anos do GEPEM – GT: Gênero, Arte/Literatura e Educação)


2010


2011

Oitavo livro e terceiro volume da Coleção
Gênero na Amazônia (Editora GEPEM).

GEPEM HOMENAGEIA PRIMEIRA PRESIDENTA DO IHGP

Vista parcial da sessão de homenagem à presidenta do Instituto Histórico e Geográfico do Pará (IHGP), Anaiza Vergolino Henry (sentada -1º. plano à esquerda).
Este Simpósio (maio/2011) celebrou o Dia Internacional da Mulher e apresentou resultados do Projeto de Pesquisa “Os movimentos de mulheres e feministas e sua atuação no avanço das carreiras femininas nos espaços de poder político” (processo CNPq n.º 402969/2008-1), desenvolvido entre 2008-2011 e coordenado pela Profa. Dra. Luzia Álvares.

Mesa-Redonda: Democracia, Cidadania e Participação Política. Representantes dos Movimentos de Mulheres e a Coordenadora da Mesa, Dra. Denise Cardoso ( primeiro plano à direita).


2012

Edição GEPEM, 2012.

Edição GEPEM, 2012.

Edição GEPEM, 2012.

Sessão Especial da Câmara Municipal de Belém homenageia 18 anos do GEPEM


MedalhaNa manhã do dia 24 de agosto de 2012,  às 9h30, a Câmara Municipal de Belém homenageou o Grupo de Estudos e Pesquisas Eneida de Moraes (GEPEM) pelos 18 anos de criação.  A sessão especial foi proposta por  requerimento da Vereadora Milene Lauande. Na oportunidade, algumas pesquisadoras associadas do Grupo participaram inclusive da mesa e do plenário, como a Profa. Angélica Maués, Denise Cardoso, Thelma Amaral, Eneida Guimarães, Maria Patrícia Ferreira, Eunice Guedes, Antonia Salgado, Manuela Rodrigues, Nilson Souza Filho, Benedito Santos, Thais Pinheiro, Carla Moreira. Muito importante, também, a presença de representantes dos Movimentos de Mulheres e de  Movimentos Sociais, além da Desembargadora Nazaré Saavedra. Foi um momento de grande emoção para o GEPEM  presenciar a celebração de  suas atividades acadêmicas e de extensão por um órgão público. O Magnífico Reitor da Universidade Federal do Pará, Carlos Edilson Maneschy , enviou  uma saudação parar o Gepem que foi lida na ocasião, em agradecimento à homenagem promovida pela Vereadora Milene Lauande. O diploma e a medalha que compuseram a homenagem são do mais alto valor: "Medalha do Mérito Científico "Evandro Chagas" "pelos relevantes serviços prestados na área da pesquisa científica em benefício do ser humano ou animal e especialmente a Belém”.

Foi a  primeira vez,  que o Grupo de Estudos e Pesquisas Eneida de Moraes (Gepem), que estuda a temática Mulher e Gênero, na Universidade Federal do Pará (UFPA), recebeu o reconhecimento de um órgão público pelas atividades desenvolvidas. A sessão especial em homenagem aos 18 anos de criação do Gepem, foi realizada  no Salão Plenário Vereador Lameira Bittencourt da Câmara Municipal de Belém. Leia mais...

GEPEM: Gênero, História e Cotidiano

Pioneiro dos estudos, no âmbito amazônico, sobre a questão da mulher e a perspectiva de gênero, o GEPEM tem muito a comemorar em 18 anos de criação e presença acadêmica em atividades de ensino, pesquisa e extensão. Nesse percurso, por meio de suas cinco linhas de pesquisa e de intercâmbios com instituições locais, regionais, nacionais e estrangeiras, o grupo tem problematizado a diversidade cultural recuperando, desse modo, a história das lutas e conquistas das mulheres. Leia mais...

Eneida de Moraes inspira montagem teatral

Ela foi poeta, ativista política, pesquisadora do carnaval brasileiro e definiu o que hoje se convenciona chamar de crônica memorialística. Eneida de Moraes. Um dos nomes paraenses mais festejados em nível nacional. As múltiplas inquietações que transformaram essa mulher única em muitas estão  no espetáculo “Eu Me Confesso Eneida”,  que foi apresentado de 18 a 21 de outubro em Belém, no teatro Claudio Barradas e no Cine Teatro Sesc Boulevard. A montagem tem dramaturgia assinada por Carlos Correia Santos e direção de Edson ChagasLeandro Haick. Em cena, as atrizes Marta Ferreira, Elisângela VasconcelosRosa Marina vivem, simultaneamente, as várias faces e facetas de Eneida. Um embate angustiante e provocativo que vai revelando para a plateia detalhes da densa biografia da famosa nortista. Leia mais...

Redor seleciona trabalhos de alunos bolsistas do GEPEM

Quatro estudantes da Faculdade de Ciências Sociais da Universidade Federal do Pará,  tiveram seus trabalhos aprovados para apresentação no  17º Encontro Nacional da Rede Feminista Norte e Nordeste de Estudos e Pesquisa sobre a Mulher e Relações de Gênero (REDOR) que será realizado na Universidade Federal da Paraíba no período de 14 a 17 de novembro.

Os estudantes Nilson Almeida de Souza Filho, Manoela Rodrigues Cavallero dos Santos, Thais Oliveira Pinheiro e Carla Cilene Siqueira Moreira são bolsistas do Grupo de Estudos e Pesquisas Eneida de Moraes e atuam no projeto  “Mulheres na Política: História de percursos e de práticas” coordenado pela pesquisadora Luzia Miranda Álvares. Leia mais...

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2013

Gepem Cria Laboratório Interdisciplinar de Estudos de Gênero

O embrião desse Laboratório remonta ao Simpósio Gênero, História e Cotidiano: 18 anos Gepem/UFPA, realizado em novembro de 2012, e vincula-se à agenda anual do GEPEM proposta por algumas associadas.

Em sequência às atividades de comemoração do Dia Internacional da Mulher/2013, a composição do Laboratório prevê uma série de eventos sobre estudos interdisciplinares relativos a questões de gênero, entre outros: cine-gênero, seminários, cursos e oficinas, coordenados por integrantes do Gepem.

As Faces da Trabalhadora Doméstica

A agenda do Laboratório dos Estudos de Gênero (GEPEM/UFPA), entre as atividades de abril, incluiu o Cine-Gênero As Faces da Trabalhadora Doméstica, intencionando integrar os temas de pesquisa das associadas do GEPEM e, desse modo,  estimular uma leitura crítica acerca dos fenômenos culturais que criaram modelos e impuseram imagens sociais ao longo do tempo e em diferentes contextos, traduzidos, entre outros, por meio da cinematografia.

 

Nos Caminhos das Mulheres: gênero na UFPA

Desde a criação  em agosto de 1994 e ao longo desses 19 anos de presença acadêmica, o GEPEM  teve participação considerável nos estudos de gênero na UFPA, tanto na área da graduação quanto na pós-graduação. Sua estruturação tem sido efetivada por meio de encontros acadêmicos, publicações, TCCs, consultorias, integração com os movimentos sociais e movimentos de mulheres, fomento de intercâmbio com instituições não-governamentais e governamentais, socialização da produção científica   em seminários, painéis, workshops, entre outros.

Gepem Promove Debates sobre Questões de Gênero

Em conjunto com instituições parceiras, nos meses maio e junho, o Gepem promoveu vários eventos sequenciando debates previstos na programação do Laboratório de Estudos de Gênero. Nesta intenção, aconteceram: o Seminário “As faces sociais das domésticas no Brasil”,orientado pela Professora Patrícia Marques Freitas, coordenadora do “Grupo Direito, Juventude e Cidadania” (CESUPA), e pela Professora Maria Cristina Maneschy  (GEPEM/UFPA); o Seminário “O amor está no ar 2 ...": amores e desamores de ontem e de hoje, coordenado pela professora Angelica Maués e com apresentação de dois trabalhos: Gertrude Stein e Alice B. Toklas: uma história de amor na Paris do século  XX, da professora Telma Amaral, e Quando Amar é Sofrer: mulheres e dependência afetiva, da professora Silvia Canaan Stein; o Cine-Gênero“As Faces da Trabalhadora Doméstica”, coordenadopela Dra. Maria Cristina Maneschy; o Cine-Gênero “Um Divã para Dois”, coordenado pela professora Telma Amaral.

Bolsistas Apresentam Resultados de Pesquisa sobre Mulheres na Política

Bolsistas do GEPEM integrados à pesquisa Mulheres na Política: histórias de percursos e de práticas (2009-2012), coordenada pela Dra. Maria Luzia  Álvares, participaram de Simpósio, no qual apresentaram minucioso detalhamento acerca do percurso metodológico realizado em diversas localidades  paraenses, objetivando examinar a história de vida das mulheres que compõem o quadro das eleitas ao parlamento municipal das eleições de 2008 e 2010 (estadual / federal), no Pará. E assim, também, avaliar quem são essas mulheres  que conseguem filiação partidária e inclusão nas listas eleitorais.

 

Gepem Comemora a Quarta Edição da Revista Gênero na Amazônia

Em circulação semestral desde  2012, a Revista Científica  Gênero na Amazônia (www.generonaamazonia.ufpa.br) objetiva fomentar debate sobre mulher e relações de gênero em diferentes enfoques teórico-metodológicos, numa perspectiva inter e multidisciplinar. Com esta intenção, recepciona artigos, resenhas, traduções, entrevistas, dossiês temáticos e outras manifestações intelectuais de autores/as brasileiros/as ou estrangeiros/as.

Neste sentido, além dos  depoimentos de Denise Machado Cardoso e de Maria Luzia Álvares, a edição julho/dezembro/ 2013  contém  treze artigos, dos quais  seis abordam  temas diversos e  sete compõem o Dossiê Mulheres na Política.

Bolsistas do Gepem Criam Grupo de Estudos de Gênero

As reuniões do GEIG vinculam-se à agenda anual de atividades do  GEPEM e são ancoradas em  metodologia dialógica no formato roda de conversa.

Universidade Federal do Pará
Instituto de Filosofia e Ciências Humanas
Faculdade de Ciências Sociais
Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais -PPGCS

SEMINÁRIO
“O AMOR ESTÁ NO AR 2...”:
AMORES E DESAMORES DE ONTEM E DE HOJE.
Dia: 12/06/2013
Hora: 9h às 12h30
Auditório do CAPACIT

CINE GÊNERO
Filme: “UM DIVÃ PARA DOIS” (EUA, 2012)
Dia: 26/06/2013
Hora: 9h às 12h30
Auditório do IFCH /UFPA(altos)
Belém – PA
Universidade Federal do Pará
Instituto de Filosofia e Ciências Humanas
Faculdade de Ciências Sociais
Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais - PPGCS

SEMINÁRIO
As faces sociais das domésticas no Brasil
Dia: 07/05/2013
Hora: 17h00
Auditório do IFCH /UFPA(altos)

CINE GÊNERO
Doméstica, quem é ela? A evolução dos direitos das domésticas no Brasil
Filme: “Romance da Empregada”, de Bruno Barreto
Dia: 14/05/2013
Hora: 16h00
Auditório do IFCH /UFPA(altos)
Belém – PA
Universidade Federal do Pará
Instituto de Filosofia e Ciências Humanas Faculdade de Ciências Sociais
Grupo de Estudos e Pesquisas
“Eneida de Moraes” Sobre Mulher e Relações de Gênero -  GEPEM
Projeto de Pesquisa:
“Os movimentos de mulheres e feministas  e sua atuação no avanço
 das carreiras femininas nos espaços de poder político” – CNPq n.º 402969/2008-1

SIMPÓSIO
Democracia e Participação Política nos Movimentos de Mulheres e Feministas no Pará
05 e 06/05/2011
9h00 às 18h00
Auditório do CAPACIT
Cidade Universitária “José da Silveira Neto” / UFPA
Belém – PA

2014

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Gepem Lança Terceira Edição de “O Amor Está no Ar”

Debate sobre práticas afetivas homossexuais femininas e masculinas, abordando experiências históricas exemplares sobre a questão e aspectos cotidianos da vida amorosa contemporânea.

GEPEM Assina Protocolo de Parceria em Plano de Metas do Centro de Referência Maria do Pará

Em fevereiro/2014, foi assinado um protocolo pela Dra. Maria Luzia Álvares para efetivar a parceria e inclusão do GEPEM na equipe técnica de execução do Plano de Metas do Centro de Referência de Atendimento à Mulher (SEMAS/CRAM-Maria do Pará).

GEPEM Promove Evento sobre Sexualidade Feminina

Entre os eventos programados pelo GEPEM para celebração do Dia Internacional da Mulher, destacaram-se as discussões sobre sexualidade feminina em mesa-redonda promovida por representantes das linhas de pesquisa “Gênero, Saúde e Violência” e “Gênero, Identidade e Cultura”

Parlamentares Avaliam Politica, Poder e Relações de Gênero nas Eleições

Sob coordenação da Dra. Maria Luzia Álvares(GEPEM/UFPA) e mediação do Dr. Roberto Ribeiro Corrêa (FCS/IFCH), a prefeita Consuelo de Castro (PSDB), a vereadora Sandra Batista(PC do B) e o deputado estadual Parsifal Pontes(PMDB) discutiram, em mesa-redonda, o tema Politica e Poder: a face das relações de gênero nas eleições de 2014. Exemplificando com histórias de vida pessoal e partidária, os parlamentares questionaram a cultura política vigente e seus impactos nas disputas eleitorais e exercício do cargo, visto que, nesses campos, os homens tendem a ter chances maiores do que as mulheres.

Evento

GEPEM 20 ANOS:
Presença no Âmbito Acadêmico e na Sociedade

Nesses vinte anos de presença no âmbito acadêmico e na sociedade, o Grupo de Estudos e Pesquisas “Eneida de Moraes” sobre Mulher e Gênero-GEPEM/UFPA, fundado em agosto de 1994, construiu uma rede de estudos de gênero na Amazônia, contribuindo para a identificação e o crescimento da produção de saberes, práticas e linguagens,  promovendo a inclusão de discussões sobre masculinidade, sexualidade, relações homofóbicas e minorias sociais, conforme os caminhos do relevante debate nessa área de conhecimento levada pela perspectiva da diversidade.

Mesa Redonda: Memórias, Histórias, Fazeres. Auditório do CAPACIT/UFPA.

Pesquisadoras do Gepem e Representantes de Movimentos de Mulheres do Pará

Mulher e Gênero como Tema  de Estudos, de Pesquisas e de Publicações.